Instituto Mexicano de Relaciones Grupales y Organizacionales
Mexican Institute of Group and Organizational Relations

PRÁTICAS GRUPAIS - A GESTALT-TERAPIA

Enrique Pichón Riviere

(De Práticas Grupais, Osvaldo Saidon e co-autores, Editora Campus: Rio de Janeiro, 1983)
 



A expressão Gestalt-Terapia sugere imediatamente, do ponto de vista da fundamentação teórica, uma referência à Psicologia da Gestalt, surgida na Alemanha no início do século (1912) e associada aos nomes de Werheimer, Kohler e Koffka. No entanto, poderíamos dizer que, neste sentido, a expressão foi indevidamente atribuída. Não é aos integrantes da Escola de Berlim, nem mesmo a Goldstein ou Kurt Lewin
que devemos apelar para fundamentá-la, mas ao psiquiatra berlinense Frederick S. Perls. E não é do ponto de vista da instrumentação metodológica e técnica de uma teoria psicológica stricto sensu que ela deve ser refletida, e sim da perspectiva de um movimento psicoterapêutico, ou mais ainda, de um movimento filosófico e ideológico liderado pelo carisma e estilo pessoal de seu fundador.

Como justificativa inicial destas afirmações, apelamos para uma citação feita em artigo de Ralph F. Hefferline que, juntamente com Peres e Goodman, publicou, nos Estados Unidos, em 1951, a primeira sistematização da Gestalt-Terapia: "O método clínico de estudo da distonia muscular que está mais de acordo com o conteúdo geral deste capítulo é o trabalho de vários institutos de Terapia Gestaltista. O emprego que fazem do termo Gestalt para caracterizar seu trabalho é, a meu ver, equívoco, pois isso os liga a um movimento com o qual têm pouca relação, a não ser o emprego de alguns termos, por exemplo, Figura e Fundo. "Embora excessivamente rigorosa, pois outras características, como a ênfase no processo perceptivo, na estruturação dinâmica e na organização presente do campo, remetem às posições assumidas pelas teóricas gestaltistas, a frase de Hefferline nos parece refletir corretamente a gênese histórica concreta dos procedimentos terapêuticos a que se refere. O histórico da Gestalt-Terapia coincide com o de Perls e seus colaboradores a partir da publicação dos primeiros trabalhos e da dinamização dos primeiros institutos. As influências teóricas recebidas são múltiplas e a escolha do termo Gestalt enfatiza apenas um aspecto em detrimento de outros que teriam, talvez, idêntica relevância. A própria insistência no polo teórico poderia contradizer a postura permanentemente assumida por Perls, para quem uma visão das pessoas e da Psicoterapia genuinamente histórica e produtiva exigiria uma substancial desintelectualização, visto que "o intelecto ocidental se teria tornado a prostituta da inteligência...um substituto pobre e pálido da imediaticidade vivida do sentir e do vivenciar".

Nascido e criado em Berlim, Perls formou-se em Medicina e se especializou em Psiquiatria. Em 1926, trabalhou com K. Goldstein, sendo influenciado por suas concepções holísticas quanto ao funcionamento do organismo. Em 1933 mudou-se para Viena e iniciou formação psicanalítica, sendo analisado por W. Reich e supervisionado por outros renomados psicanalistas como Karen Horney, Otto Feniche e Helene Deutsch.  Com a ascensão do nazismo, Perls partiu para a Holanda e depois para a África do Sul, onde chegou a fundar um instituto de Psicanálise. Alguns anos após, porém, rompeu com o movimento e, ao emigar para os Estados Unidos em 1946, já iniciara as formulações que seriam consubstanciadas na proposta da Gestalt-Terapia.

Em 1947publicou o livro Ego, Hunger and Agression para, na década de cinquenta, sistematizar suas idéias com a publicação de Gestalt- therapy (com Goodman e Hefferline), e sua prática com a fundação do Instituto Nova-Iorquino de Gestalt-Terapia. A partir de 1964, a terapia Gestaltista centralizou-se no Instituto Esalen, em Big Sur (Califórnia).

Perls atuou em Esalen, como professor e psicoterapeuta, até 1969. No ano seguinte, mudou-se para a Ilha de Vancouver, onde faleceu após lançar as bases da primeira comunidade terapêutica gestáltica. Nesta época já eram inúmeros os institutos que praticavam e divulgavam a Gestalt-Terapia. No ano da morte de Perls, ela figurava como uma das seis formas de Psicoterapia reconhecidas pela American Psychological Association e, em 1972, ocupava o terceiro lugar entre as técnicas utilizadas nos Estados Unidos. Por suas próprias características, este levantamento deve ser relativizado. Muitas outras técnicas utilizam-se dos procedimentos gestálticos, como a Análise Transacional e os Grupos de Encontro. Esta confluência é reveladora de sua inserção no chamado Movimento do Potencial Humano, de grande relevo no contexto norte-americano a partir da década de sessenta.

Pouca ênfase daremos ao plano mais propriamente teórico da Gestalt-Terapia, pelas razões anteriormente expostas. O trabalho de Perls concentrou-se explicitamente em torno da prática da Psicoterapia, visto que concebia a teoria como inútil enquanto tal. O título de seu último livro - A Abordagem Gestáltica - reflete a concepção de que o trabalho dos Gestalt-terapeutas consiste na ênfase em uma atitude e em uma
experiência, cujo julgamento se deve fazer em termos de sua pragmaticidade para a vida humana, de suas contribuições para uma relativa liberdade e auto-regulação.

São inúmeras as influências teóricas, filosóficas e ideológicas destacáveis dos textos Gestalt-terapêuticos: Psicanálise (principalmente Freud e Reich), Psicologia da Gestalt (Wethermer, Kohler, Koffka, Lewin, Goldstein), Existencialismo e Psicologia Existencial, Fenomenologia, Behaviorismo, Psicodrama e, mesmo, Zen-Budismo (notadamente nos últimos trabalhos).  Numa rápida abordagem, diríamos que da Gestalt
incorpora principalmente as noções de forma ou estrutura, de figura e fundo, a ênfase no processo perceptivo e no dinamismo psíquico; especialmente de Lewin (e mesmo Koffka), a importância dada à contemporaneidade do campo (aqui-e-agora) e ao trabalho com grupos; da Fenomenologia e Existencialismo, a rejeição do cientificismo e das concepções naturalista-mecanicistas, insistindo sobre a descrição e compreensão da experiência vivida, sobre o encontro vivencial na relação paciente-terapeuta, sobre a noção de consciência intencional e sobre a inadequação do dualismo mente-corpo; do Psicodrama, a importância da representação de conflitos, da vivência de papéis em Psicoterapia; do Zen-Budismo, a redução ao mínimo da intelectualização e o enfoque da consciência no presente; do Behaviorismo, o destaque dado ao comportamento, embora rejeite sua visão analítica.

No que se refere à Psicanálise, sabemos que, de início, Perls concebia seu trabalho como uma extensão e revisão da obra de Freud a partir das concepções da segunda geração psicanalítica. As críticas se referem não tanto à novidade teórica freudiana, e sim aos métodos de tratamento psicoterápico: "Não as descobertas de Freud, mas sua filosofia e técnica tornam-se obsoletas." A visão holística o leva a por maior destaque no material óbvio do que no recalcado; a ênfase no presente, a preferir o como ao porquê; a importância do imediatamente vivido, a rejeitar o reducionismo pulsional e a perspectiva racionalista; a influência de Reich, a ressaltar a importância do caráter e das resistências em termos de couraça muscular (fisiológica). Muitos autores, no entanto, insistem no paralelismo entre a concepção psicanalítica e a gestáltica: catexia e
figura-fundo; libido e excitação básica; associação livre e continuum de consciência; consciência e conscientização; resistência e fuga da conscientização; compulsão à repetição e situações inacabadas; regressão e retraimento do meio ambiente; terapeuta como encorajador da transferência e terapeuta como habilidoso frustrador; defesa contra impulsos e formação rígida de gestalten etc..

Estes paralelismos parecem, porém, desconsiderar a relação dos conceitos com o corpo teórico em que se inserem para, com base de semelhanças superficiais, fazer da Gestalt-Terapia uma espécie de Psicanálise do campo da consciência.

Neste sentido, uma exposição do corpo técnico-nocional da própria Gestalt-Terapia nos parece uma via mais fecunda de alcançar o sentido próprio de suas noções e procedimentos.

O Corpo Técnico-Nocional

Já insistimos anteriormente no fato de que o presumido corpo teórico da Gestalt-Terapia não consiste num sistema de conceitos articulados constitutivo de uma Objetologia Formal Abstrata. Em acordo com as características do estilo pessoal de seu criador, sua forma de surgimento histórico e as particularidades de sua expansão, a Gestalt-Terapia exibe um corpo de noções com aspirações simultaneamente teóricas e
técnicas. Ou, melhor dizendo, um corpo de noções cujo principal objetivo é a definição de uma atitude, de uma abordagem em linha existencial-humanista ou orientada para o crescimento, vinculada a sua inscrição no chamado Movimento do Potencial Humano.

Destacamos a seguir aquelas noções que consideramos básicas para a compreensão do sentido do movimento. A exposição das mesmas certamente evocará, mais uma vez, a multiplicidade de influências teóricas, ideológicas e filosóficas de que a abordagem gestáltica lança mão.

Perls insiste, na maior parte de seus trabalhos, na consideração dos seres humanos como organismos unificados nos quais não há qualquer diferença entre a atividade física e mental. Esta última consistiria simplesmente num nível mais baixo de energia que a atividade física. Com base nesta concepção, é à noção de causalidade expressiva que a Gestalt-Terapia remete: qualquer aspecto do comportamento de uma
pessoa deve ser considerado uma manifestação do todo - o ser da pessoa. Esta concepção holística e expressiva define tanto a relação intra-organísmica como a relação entre o indivíduo e seu meio, na qualidade de polos inseparáveis de um mesmo espaço vital. Há, no entanto, um limite de contato entre o indivíduo e seu meio, definitório na relação entre ambos: num indivíduo saudável, este limite é fluido, possibilitando contato e afastamento (ou formação e fechamento de gestalten, respetivamente); num indivíduo neurótico, assistimos à
perturbação destas funções, redundando em um aglomerado de gestalten inacabadas (distorção da existência do indivíduo enquanto organismo unificado).

Estas gestalten inacabadas acarretam a impossibilidade de vivência no presente, pois o indivíduo é absorvido pelas mesmas, não dispondo,, portanto, de consciência ou energia para lidar plenamente com o presente. Mas a Gestalt-Terapia não investiga o passado para nele buscar situações inacabadas. A concepção fenomenológica-existencial (e mesmo lewiniana) da temporalidade conduz Perls a afirmar que as
gestalten devem ser fechadas no presente: "porque (o paciente) deve entender que se seus problemas passados fossem realmente passados, não seriam mais problemas e, certamente, não seriam atuais."  O terapeuta convida o paciente, simplesmente, a concentrar-se, a fim de se tornar consciente da experiência presente, da qual serão inevitavelmente parte as situações inacabadas e problemas não-resolvidos do passado. Esta premissa, de que a centração no presente e a aceitação sincera da própria experiência são as condições para sentimentos de satisfação e realização, muito deve, sem dúvida, ao pensamento oriental (Zen-Budismo, Sufismo etc).

descrição e compreensão, e não-explicação são enfatizadas pela Gestalt-Terapia, aderindo à chamada linha das Ciências Humanas, Culturais ou do Espírito Geistwissenchaften da tradição alemã. Na prática da Gestalt-Terapia, o enfoque básico está em ampliar a compreensão e descrição das vivências e do comportamento, e não em um esforço de análise das determinantes dos mesmos.

A conscientização é, sem dúvida, o ponto central desta abordagem terapêutica, para o qual convergem as noções anteriormente expostas: "a tomada de consciência em si - e de si mesmo - pode ter efeito de cura". O processo de crescimento, de desenvolvimento do potencial humano, consistiria numa expansão das áreas de autoconsciência. A inibição do mesmo resultaria na fuga da conscientização, que impede a captação de
natureza auto-reguladora do organismo.

O encorajamento, pelo terapeuta de um continuum de conscientização por parte do paciente constitui uma das regras básicas da terapia gestáltica. No entanto, este continuum é um ideal a atingir, freqüentemente interrompido pela emergência de vivências desagradáveis. O terapeuta, como catalisador e hábil frustrador, ajuda o paciente a perceber como se interrompe, como evita a conscientização e como desempenha papéis, etc.

A Gestalt-Terapia e as práticas grupais

Sabemos dos esforços desenvolvidos por Koffka, dentre os gestaltistas da Escola de Berlim, e notadamente por Kurt Lewin, para o estabelecimento do conceito de grupo e da fundamentação teórica das práticas grupalistas. No entanto - e paradoxalmente - embora Perls, nos últimos anos de sua vida tenha praticamente abandonado a terapia individual, pouco herdou a Gestalt-Terapia de tais influências. Seus workshops não constituem verdadeiramente uma Psicoterapia de Grupo, e sim uma Psicoterapia Individual que se dá diante de um grupo. terapia pelo grupo (enquanto assistência que estimula a conscientização e denuncia as fugas e interrupções) e terapia no grupo (enquanto assistência da dupla terapeuta-paciente, assistência esta que é estimulada a uma autoterapia silenciosa) caracterizam o trabalho de Perls e da maior parte dos Gestalt-terapeutas.

Este suposto paradoxo, em função do referencial teórico (gestáltico e lewiniano) disponível, dissolve-se quando voltamos a assinalar a problemática ideológica definidora da prática do Gestalt-terapeuta: auto-realização, auto-regulação, liberdade, equilíbrio, conscientização do vivido são metas individualistas, características de um existencial-humanismo otimista e que desconhece a opacidade das determinações
sociais. Em Gestalt-Terapia Explicada, as palavras de Perls ilustram estas concepções, ao dedicar ao leitor uma "oração gestáltica":

"Eu faço minhas coisas, você faz as suas.

Não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas.

E você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas.

Você é você, e eu sou eu.

E se por acaso nos encontramos, é lindo

Se não, nada há a fazer."

Ou, em outro momento, em uma de suas incursões pelo sociopolítico: "Para conseguir isto (interromper a ascensão e queda dos Estados Unidos) existe apenas um caminho: tornar-se real, aprender a assumir uma posição, desenvolver seu centro, compreender a base do Existencialismo - uma rosa é uma rosa é uma rosa".

Interessa-nos, neste momento, analisar a representação assumida por tal abordagem no contexto brasileiro e a maneira como os representantes da Gestalt-Terapia apreendem a problemática da área de saúde mental.  Cremos que esta introdução teórica tenha preparado o terreno para esta análise crítica, caso ela ainda não se tenha feita por si mesmo.

Análise das entrevistas

As entrevistas realizadas conduzem à constatação de que existe, em primeiro lugar, um parco conhecimento da teoria (ou teorias) subscrita(s); em segundo lugar, de que se dá uma "interpretação" desta(s), que resulta numa confusa prática terapêutico-pedagógica. Se, na própria teoria, podemos identificar uma ideologia que reforça as crenças, irracionalidades e estereotipias de um grupo, esta se produz na prática descrita. Em
contraposição, se o discurso de Lewin ao menos esboça alguns questionamentos a respeito da estrutura social, se se preocupa em dar um cunho científico às propostas, diremos então que a prática dos entrevistados é, antes de mais nada, de um total descrédito a Lewin e aos teóricos da Gestalt, como Wetheimer e Kohler.

Não há preocupação nem em questionar, nem em saber o que subscreve como teoria. Existe uma tentativa de conjugar técnicas bem interessantes, e se entendermos que o trabalho com grupos é intuitivo, auxiliado por regras e recursos técnicos apenas, diríamos - para utilizar um termo bastante repetido pelos entrevistados - que trabalham com muita criatividade. Criatividade essa que reproduz uma ideologia adaptativa, conformista, e conduz o grupo a uma alegoria de grupo como construção imaginária, sem permitir reflexões a respeito de sua formação social real. As angústias, as defesas e os desejos são afastados; parece que o princípio é "a criatividade" na realização imediata do prazer. Haja criatividade para se manter uma utopia coletiva... Talvez a frustração da espera do próximo workshop ou maratona de fim de semana, onde predominará o lúdico, seja atenuada pelo fato de que sempre haverá um outro workshop.

As afirmações que se seguem refletem uma grande centralização de poder no terapeuta, que não tem que prestar contas sobre sua atividade: "A teoria que subscrevo serve para todas as patologias", , "um paciente psicótico casou, deve estar melhor, não?", "não há problema teórico ou prático, tudo depende da criatividade", "a Gestalt como corpo teórico não tem consistência, é uma técnica psicanalítica com vantagens porque importa o como e não o porquê", não há compromisso com a técnica" etc.

A prática eclética é lúdica na proposta e poderosa pelo lugar que ocupa: ampla o suficiente para determinar, sem referência ou parâmetro conceitual, a saúde do sujeito. A categorização de saúde e doença chega, aqui, a ponto do critério-sem-critério, da liberdade anárquica. Sob um cunho humanístico, reproduz-se o "aplacar tensões", "o estímulo às emoções", com o ufanismo de propostas tais como "o que importa é o agora"; "a teoria não importa se você não tem dinheiro para ir para casa, porque agora você não vai para casa", "o que importa é a flexibilidade frente ao inacabado", "importa uns ajudarem aos outros", "a Gestalt mobiliza as emoções, o sujeito participa, vivencia, o que importa é o agora".

A preocupação pela demanda de saúde se manifesta através de afirmações como "eu posso atender muita gente, em grupo", embora digam que "atendimento em massa é algo sem solução devido ao sistema" ou "afinal não vou trabalhar na favela, não ganho para isso". Como os rogerianos, o contexto social é considerado estático e imutável.

A promessa da homogeneidade social aparece na frase "lidando só com as emoções, não haveria problemas com o trabalho nas diversas camadas sociais", o que pressupõe que todos resolveriam suas patologias e que a origem destas estaria no fato de não se expressar as emoções. Liberando-as, todos seriam saudáveis.

O discurso toma um caráter messiânico: o terapeuta ocupa estereotipadamente um lugar que parece representar o desejo dos outros, um lugar que surge através da demanda.

A formação dos entrevistados foi basicamente grupal. O grupo é encarado coo "facilitador", porque "uns ajudam aos outros".

A Escola se promove através da divulgação de cursos e workshops.

As características do terapeuta-candidato dizem respeito à flexibilidade e à maleabilidade de cada um.  Assim, o critério de escolha dos candidatos se relaciona a aspectos psicopatológicos não explicitados teoricamente.

A impressão que deixam os entrevistados é que, a par de uma intenção de promover a saúde e da convicção de suas proposições, não realizam questionamentos a respeito do conteúdo de seu próprio discurso.

Em termos de proposta social de trabalho, consideram que a única viabilidade se dá a nível privado, embora desejassem que as instituições públicas fossem abertas às suas práticas

uma referência à Psicanálise em termos comparativos de ordem prática parece justificar o que subscrevem.  Assim, a Psicanálise "tem tratamento demorado e custoso". Ao contrário, a "Gestalt-Terapia é mais rápida e economicamente viável".
 
 

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